quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Caça As Bruxas


Season Of The Witch
Ray Miccolis

Segunda Feira, nada para fazer, pouco dinheiro no bolso depois do fim de semana e tédio. Misture esses três ingredientes e você terá dezenas de pessoas desesperadas correndo para os cinemas que lançaram promoções bizarras. Eu sou uma dessas pessoas.
Dia 7 de fevereiro estávamos eu e uma amiga disponíveis para que o vento nos conduzisse à diversão. Acabamos num cineminha barato na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá as opções eram: Cisne Negro (que eu estava absurdamente louca para ver) e Caça as Bruxas. Fui vencida pelo fato de toda a família de minha amiga estar se dirigindo para o cinema com a intenção de ver o segundo filme. Ou seja, tentativa frustrada de ver o filme com a diva Natalie Portman.


''Behmen (Nicolas Cage) é um cruzado do século 14 que retorna com seu companheiro Felson (Ron Perlman) a uma pátria devastada pela peste negra. Um cardeal doente, D'Ambroise (Christopher Lee), considerando a prática de feitiçaria a causa da praga, comanda os dois cavaleiros para transportar Anna (Claire Foy), uma garota acusada de bruxaria, para um mosteiro remoto, onde monges vão realizar um ritual, na esperança de acabar com a peste.
Um padre (Stephen Campbell Moore), um cavaleiro de luto (Ulrich Thomsen), um vigarista itinerante (Stephen Graham) e um jovem teimoso (Robert Sheehan) se juntam a uma missão pertubada por um caminho miticamente hostil.''



Compramos os ingressos por um precinho super agradável, (míseros três reais e cinquenta centavos.) porém, tivemos que  esperar a sessão por quase duas horas.
E começa o filme. As primeiras cenas são boas, mostram Behmen e Felson durante os anos de batalha, depois eles resolvem sair da missão cruzadista sem a autorização da santa madre igreja.

Blá blá blá.


Nesse momento as coisas ficam mais interessantes. Os amigos chegam a uma cidade dominada pela peste negra e a ‘’culpada’’ é uma bruxa que está cativa. Até aí o filme condiz com o título e sinopse. Por serem cavaleiros de cruzada, os desertores são obrigados a prestar um último serviço à Igreja Católica, levando a tal bruxa para ser julgada num mosteiro isolado.
Seja lá qual foi a intenção desse roteiro ou do próprio filme, foi horrível. HUAHAUHAUHUA. O filme é um considerado terror. Terror esse que até agora, eu estou esperando. As personagens tem algumas tiradas interessantes, piadinhas divertidas e nada mais.

Nicolas Cage tem aquela atuação meia-boca de sempre. Outra coisa que me desagrada na atuação dele é que não existem mudanças de expressão. A única diferença é a curvatura da sobrancelha. Se mais alta, ele esta confuso. Se mais baixa, ele está irritado. u_u'
  
Me pergunto porque ele aceita esse tipo de papel. Nicolas deve estar em crise com a idade e entrou numa ‘’new wave’’ que o ridiculariza. Filmes como: Ghost Rider (Motoqueiro Fantasma)National Treasure (A Lenda do Tesouro Perdido) e Season Of The Witch (Caça As Bruxas) só o tornam um ator com cada vez menos credibilidade, pelo menos para mim. Porque ele não faz que nem o Liam Neeson? OMG! Personagens assim deveriam ser interpretados por atores mais jovens, o que fica mais condizente com a temática e o público alvo do filme. Nicolas, você era mais feliz fazendo City Of Angels (Cidade Dos Anjos)! BEIJOS!


Ron Perlman  mais uma vez é um troglodita cinematográfico. O cara tem SESSENTA anos e não para de fazer papéis como Hellboy! Sabem qual o próximo papel dele no cinema?! HellBoy?  CONAN! Ou seja, viva essa cara medonha! Mas ele ainda tem mais conceito que Nicolas Cage por ser mais expressivo e me dar medo.

Claire Foy praticamente rouba a cena ao dar vida a ''bruxa'' Anna. Sua personagem é muito bem interpretada. Apesar disso o Gran Finale da vilã é, de toda e qualquer forma, PÉSSIMO! Essa é a estréia de Foy no cinema, a moça trabalhou em séries de TV como Upstairs, Downstairs.

Para dar uma piorada em tudo, o filme toma um rumo completamente diferente e se enche de tentativas absurdas de te aterrorizar. Até dei um pulinho na cadeira do cinema, mas nada que me tenha feito respeitar a cena. O final é mais do que decepcionante, é desestimulante. Acho que esse filme empata no quesito Worst Horror Movie Attempts Ever (Piores tentativas de Filmes De Terror)  junto com Drag Me To Hell (Arraste-me Para o Inferno).


Season Of The Witch:


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Hathor - Markus Thayer

Resenha atrasada rulez! \o/
hahaha.
Hoje trago para vocês a resenha de um autor parceiro super fofo:
Markus Thayer.
Espero que gostem!



O que será Hathor? Um planeta? Uma galáxia? Uma outra dimensão? Será Hathor o futuro de todos nós?


Inglaterra, 1856
John McBrian é aluno em uma renomada faculdade de Cambridge. Entretanto, sua vida pacata de estudante está prestes a mudar. O que a princípio parecia ser apenas um trabalho de escola coloca o jovem inglês em extremo perigo.
Um mistério intrigante, fenômenos inexplicáveis e mensagens criptografadas levam John a cruzar o oceano, onde seu destino o aguarda.
Um engenheiro com uma vida normal  encontra um antigo mapa na biblioteca do King's Colege.
Une-se a seu professor e seu melhor amigo para cruzar o oceano com o objetivo de chegar onde o mapa aponta: a Serra do Roncador, no Brasil.
Perseguidos por pessoas misteriosas e atormentados pela incerteza, eles serão movido pela coragem e pelo desejo de possuir o maior de todos os tesouros.
Mas existe algo que ninguém sabe: Apenas John tem a chave!





Para começar devo dizer que Hathor não é o que você espera, sinceramente. Quando eu li a sinopse fiquei intrigada. Até porque essa é a função de qualquer sinopse: chamar sua atenção. Mas algo que não bateu, a primeira vista, foi essa parte de baixo da capa. Eu não via sentido nenhum nela. Parecia mato. HAHAHAHA. Mas ainda assim eu queria ler o livro.
Thayer aceitou a parceria de prontidão e me mandou o livro com marcadores para vocês. \o/
Li o livro durante uma viagem e, devo confessar, que enrolei. Não por não gosta da história, mas por simples preguiça mesmo. Tanto que, quando eu pegava o livro para ler, dava uma boa esticada na leitura.
A história de passa em 1856, o que já me deixou animada. (Gosto de histórias ambientadas nessa época.) As descrições das paisagens e locais são boas, na verdade chegam a ser bem estimulantes para a mente de quem lê. Se você é do tipo que viaja quando lê uma descrição, vai gostar desse livro.
As páginas se passam e nosso mocinho, John McBrian encontra um mapa ''do tesouro''. Aí tudo começa. Ele se junta a um professor da faculdade e a um amigo, o grupo se dirige ao local indicado no mapa para a busca do tal tesouro. Mas, o que não sabem, eles estão sendo seguidos. Nesse vai e vem a história se abre para você e traz consigo uma boa impressão e um dom para te estimular.

Minha impressão sobre o livro é bem simples: é uma história bem interessante, apesar da temática super conhecida de caça ao tesouro, já que Hathor é um tesouro surpreendente. Além disso é muito bem escrita. - Ponto para a história.
Por ter formação na área de exatas, o autor transmite isso para o livro e o deixa ainda mais surpreendente. Tudo é muito bem detalhado e mostrado de maneira simples para que você e eu não tenhamos nenhuma chance para ficar confusos. - Ponto para o Thayer.
Markus tem uma coisa muito difícil de ser encontrada na sua escrita, fluidez. A história fluiu com excelência e muito boas descrições. - Mais um ponto para o autor.
Devo exaltar também a capa do livro. Se você voltar um pouquinho na resenha, vai ver que eu achei a parte inferior da capa um pouco, er, sertão nordestino com luminárias flutuantes, mas quando descobri o que ela realmente significava fiquei ENCANTADA. Meu Deus!! Esse capista é um gênio! PARABÉNS MESMO! - Dez pontos por isso.

Porém, como nem tudo são flores, há duas coisas que, para mim, não tiveram explicações que satisfizessem minha mente.

SPOILER. BEIJOS.

Como uma sociedade evolui tanto a ponto de só mulheres nascerem? Qual a razão para essa alteração genética bizarra? Resquícios da guerra? Outra coisa: Por Que justamente ninjas japoneses estariam na Inglaterra? Fiquei um pouco decepcionada com a falta dessas respostas.



E mesmo assim, acho Hathor um bom livro. Merece ser lido porque foi uma história bem desenvolvida em cima de uma temática já explorada anteriormente e, mais ainda, é muito bem escrita. Markus Thayer está de parabéns por conseguir mesclar dois temas extremos em um só livro. Eu, honestamente, daria três estrelas para esse livro. Mas, por conta da sincera beleza da escrita, nas medidas perfeitas dadas à história e genialidade da capa...






Hathor:
Quatro Estrelas









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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Minhas mães e meu pai

Por Mare Soares

Eis a terceira resenha dos filmes que estão concorrendo ao Oscar 2011! =D E eu, novamente, liberando meu lado Dawson hohoho (como a @_sanzinha_ gosta =P)

Minhas mães e meu pai é um filme independente e, como a nova tendência vem mostrando, tem alcançado bastante visibilidade a ponto de arrumar indicação ao Oscar. (Como Quem quer ser um milionário? Também foi).
O filme gira em torno de uma família pouco convencional. Um casal de lésbicas que fizeram inseminação artificial e deram a luz a uma menina e um menino. Ao completar 18 anos, a garota, a pedido do irmão, resolve procurar seu pai biológico. Nisso, a harmonia da família é abalada.
Primeiramente, achei a tradução fail. Prefiro o título original “The kids are all right”.
A história é divertida, acho que a visibilidade que está ganhando é bastante justa. Temos um espetááááculo de atuação de Annette Bening! Gerando uma indicação ao Oscar na categoria melhor atriz. Particularmente, a Mia Wasikowska (também fez Alice in Wonderland, Tim Burton) me agrada bastante. Vejo nela um futuro bonitinho. Sinceramente, o elenco é muito bom. Não poderia falar menos de Julianne Moore (não repitam o nome dela muitas vezes, pois eu tenho a sensação de que cada vez que pronuncio, a mulher fica mais velha O_O) e de Mark Ruffalo.
Dificilmente você gargalhará com a trama. Enquadraria em “comédia-dramática” vulgo comédia de costume. Entretanto, não é habitual vermos um casal lésbico com dois filhos andando por aí. Portanto, deixa comédia dramática mesmo.
O filme passa a idéia de que todas as famílias possuem problemas, até mesmo as meio exóticas.
 As soluções para as questões foram mal feitas, tudo se resolve sem muitas explicações e todo mundo aceita tudo muito facilmente. Sem falar do final que ficou um pouco a desejar.
Entretanto, continuo aí: ainda acho que o filme merece ser assistido e merecia alguma premiação no Oscar. (Mas acho que não vai levar nada).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

[OFF] Revisão.



''A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.''
André Maurois

Olá, pessoas. Depois dessa citação de Maurois eu lanço essas perguntas: O que é um bom livro? O que, além do clichê da história que te prende, torna qualquer livro um diálogo? Fluidez de história, verossimilhança ou ação? O que mais?
Meus caros, para mim, revisão é um fator importantíssimo.

Qual será o valor de uma revisão? Será que é tão valiosa para que eu venha nesse humilde blog colocar tal discussão em pauta? O valor de uma revisão é inestimável para o leitor e para a editora. Para o primeiro, pelo óbvio motivo da compreensão total do texto. Afinal, se a revisão tiver erros grosseiros, o leitor terá dificuldades para acompanhar e compreender a história. Já para as editoras é óbvio que um bom revisor traz para o grupo editorial uma imagem de seriedade, trabalho árduo e boa organização. Ou seja, revisão é um dos principais pontos que determinam uma boa leitura.
Tenho 19 anos, uma lista razoável de livros lidos e para infelicidade de alguns, sou filha de professora de Língua Portuguesa. Ou seja, a vida inteira eu fui influenciada a dominar escrita e todas aquelas regras infames do nosso idioma. Acabei tomando gosto pela coisa e hoje, graças à minha mãe, tenho colhido bons louros por isso.
Com o passar dos anos, as leituras tomaram novos horizontes. Novos autores, editoras, inovações e blá blá blá. A cada dia que passa, vejo autores mais jovens escrevendo livros e os publicando, sejam as publicações independentes ou não.
Um caso que muito me revoltou nos últimos tempos foi de um livro de publicação independente com contratação de um determinado revisor que tem contato frequente com revisão. Apesar da ''experiência'' do contratado,  o livro tem erros GROSSEIROS de concordância, regência e até no emprego de tempos verbais.
Vejam alguns exemplos.

Erro de concordância:


''Tais palavras não poderiam soar tão significativas quanto soou na mente de Gabriel*.''

* O nome da personagem foi alterado a pedido do autor para preservação da imagem do livro.

Agora vamos à explicação teórica para o erro que, vocês já devem ter percebido, está nessa frase. ''Palavras'' é o sujeito da frase, sendo assim, toda a ação frasal que se refere ao sujeito deve concordar com ele. ''Palavras'' está plural, logo, a concordância deve se apresentar no plural. Forma correta:

''Tais palavras não poderiam soar tão significativas quanto soaram na mente de Gabriel.''


Erro de Regência Verbal:

(A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que se estuda na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele, se for necessária.)


''- Onde estou? Boa pergunta. Onde estou?- pausou - Eu conheci uma mulher... Viemos num motel. E Deus, onde ela está?! - finalmente havia acordado de verdade. - Que espelunca!''

Queridos, o verbo vir é um verbo de transitividade indireta, ou seja, exige o uso da preposição. Para começo de conversa, apesar de a frase ser uma fala, o próprio personagem se coloca como alguém culto. Dessa forma, subentende-se que não cometeria erros na fala. ''Num'' não é uma preposição. É apenas a contração da preposição ''em'' com o artigo indefinido ''um''. Logo, existe o erro. Forma correta:

''- Onde estou? Boa pergunta. Onde estou?- pausou - Eu conheci uma mulher... Viemos a um motel. E Deus, onde ela está?! - finalmente havia acordado de verdade. - Que espelunca!''

Sem falar na má colocação das vírgulas para a separação da palavra ''Deus'', já que o personagem não está conversando com o próprio, mas sim usando o nome como uma exclamação.


Emprego de tempos verbais:

''Saiu da sala, fechando a porta aliviada. Lá fora, vários funcionários a observavam, curiosos, perguntando-se o que ela foi fazer ali, por que precisava falar justamente com o chefe e principalmente, o que ele teria dito para verem-na sair sorridente da sala.''

Existem vários tempos verbais como presente, pretérito perfeito e futuro do pretérito. Cada um deles tem uma 'função' para ajudar a coesão temporal e textual numa história. O pretérito mais-que-perfeito representa o passado dentro de um passado pré-existente. Compreendem? Nessa narrativa, apresentada no passado, a ação de ''precisar falar com o chefe e blá blá blá'' é um passado dentro de outro passado. Sendo assim, a forma correta seria:

''Saiu da sala, fechando a porta aliviada. Lá fora, vários funcionários a observavam, curiosos, perguntando-se o que ela fora ali, por que precisara falar justamente com o chefe e principalmente, o que ele tivera dito para verem-na sair sorridente da sala. ''

Outro erro, que não de uso de tempos verbais é o trecho ''fechando a porta aliviada''. Quem estava aliviada era a personagem e não a porta. Nessa escrita o adjetivo aliviada se refere à porta. Para que o parágrafo tivesse melhor coerência, eu o digitaria dessa forma:

 ''Saiu da sala fechando a porta. Estava aliviada. Lá fora, vários funcionários a observavam, curiosos, perguntando-se o que ela fora fazer ali. Por que precisara falar justamente com o chefe? E principalmente, o que ele tivera dito para verem-na sair sorridente da sala. ''

Esses são alguns dos erros que eu encontrei em apenas um livro. Há outro, ainda pior, que eu levaria alguns parágrafos para explicar.

Erros de digitação:

Infelizmente não consigo achar a página exata do livro agora. Mas afirmo e prometo mostrar para qualquer um que quiser ver. No livro ''A Hospedeira'' de Stephenie Meyer a expressão ''Cinto de segurança'' está digitada duas vezes seguidas como ''Sinto de segurança''.
Sinto é o verbo sentir em uma forma conjugada. Pelo amor de Deus! Será que o tradutor não percebeu isso? Será que ninguém viu que milhares de livros foram impressos com esse erro?

Em um outro livro nacional o próprio autor escreve o nome do mesmo personagem de duas formas diferentes com a distância de duas páginas. Nesse livro houve o trabalho de dois revisores, um da editora e outro contratado pelo próprio autor. O que se passa com essas pessoas?

Acho que algo muito errado está acontecendo. Eu leio livros de autores antigos com Clarice Lispector e Pedro Bandeira e não encontro uma única vírgula fora de lugar. Autores e revisores, trabalhar no mercado editorial não é diversão e sim, como eu disse, trabalho. Para fazer-se um bom trabalho são necessários estudos e muita dedicação! Saber escrever é fundamental, seja você um autor de romances ou um simples digitador. Vamos abrir nossos olhos para esse problema. A pobreza do conhecimento é algo que me entristece. Saber o uso correto da sua língua é o mínimo que você pode fazer antes de se aventurar no mercado literário.

Fica o meu ''cutucãozinho'' (meu momento facebook) para vocês leitores, autores e revisores.
Grande beijo.


Ray Miccolis

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

Por Mare Soares

Segundo filme resenhado que está concorrendo ao Oscar 2011!
Esqueçam tudo o que vocês ouviram a respeito deste filme. Acho que para fazer jus, deve ser visto. Afinal, temos aqui mais uma brilhante interpretação de Natalie Portman e, de bônus, apresentamos Mila Kunis, que também dá um show.
A história é ácida. O grande foco é a obsessão de Nina pelo ballet, por estar no topo e atingir a tão desejada perfeição, o que acaba a tornando uma maníaca-depressiva-louca-totalmenteinfeliz-semnenhumoutroobjetivonavida. Ela, diferente do que muitos estão dizendo por aí, não tem uma rival. Ela cria essa rival – o que não significa que a pessoa não exista. Ela cria porque não admite perder seu papel e morre de medo que isso ocorra.
Também fala sobre tortura. Porque, meu Deus, é totalmente insano. A dor que essas mulheres sentem usando aquelas sapatilhas, fazendo aquelas posições escrotas com os pés. Então fica aí o que eu acho: ballet é sinônimo de tortura.
O fato é: Natalie Portman aparece em todas as cenas do filme. TODAS! O que, obviamente, o torna muito melhor do que é. Também foi previsível. Desde o início você consegue deduzir o que acontecerá no final.
Por fim, tem tanta merda aparecendo por aí que com certeza esse filme merece indicação ao Oscar e não tem ninguém para competir contra Natalie Portman.
Dos seis filmes que já assisti que estão concorrendo a Oscar de melhor filme, esse fica em terceiro ou quarto lugar. (Toy Story, Minhas mães e meu pai, A origem ou Cisne Negro, O vencedor e a Rede Social seria a minha ordem por enquanto :x).
Em breve resenha dos demais! :D 

 

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