segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Rei e o Camaleão - C.N. David

Obaa! Coluna Nhac²!
Divirtam-se!



         Sobre o livro:

O Rei e o Camaleão, escrito por Christian David, é bem pequeno. Suas 120 páginas guardam duas histórias que nada tem como ligação. Ao abrir o livro você se deparar com uma diagramação simples e com vocabulário compatível com o público ao qual o livro é direcionado (jovens e adultos).


Esse é o tipo de literatura amena, até desperta o interesse depois de algumas páginas lidas, porém é o tipo de companhia que eu escolheria para matar o tempo esperando num consultório dentário ou a varanda de alguma casa de praia, quando você não quer seu cérebro sendo muito instigado. Não que eu menospreze esse tipo de leitura só não é o livro arrebatador que alguns podem esperar devido ao seu título.


Sobre as histórias:

O Monge Rei

A primeira parte do livro conta a história do Monge (e também Rei, você logo descobre) Petrus que, após uma batalha, foi encontrado gravemente ferido e sem memória. Ele passa quase cinco anos numa espécie de retiro espiritual com seus irmãos de fé e vivendo de amenidades, sem nenhuma preocupação na Era Medieval.
Enquanto isso seu reino é tomado por Solano que massacrou os partidários de Petrus (um Rei aclamado por seu povo e amado por sua companheira Litara) e faz com a cidade o que bem entende. Ninguém está satisfeito com o atual líder, porém todos abaixam suas cabeças por medo.
A história voa em suas quase 90 páginas. Petrus começa a ter sonhos de uma guerra e seu mestre, depois de um certo acontecimento, o conta a verdade. O Monge Rei resolve buscar o que é seu por direito: reino, súditos e esposa.
Como em toda história, Petrus vive suas intempéries durante sua missão de retomada do poder. Vi tudo isso passar de forma um pouco superficial, momentos atropelando um ao outro. Mas ainda assim você consegue se afeiçoar a história e torcer pelo final feliz de Petrus, Litara e seu amado reino, Fangot.
Como disse, é uma história curta. Fatos passando de forma absurdamente rápida enquanto você se vê um tanto órfão sem os costumeiros detalhes de tramas mais longas. No fim, Christian tenta te dar um pouco da sensação de abandono pelo fim da história. Eu diria que senti um certo vazio durante toda ela.

O Camaleão

Devo dizer que essa história me agradou bem mais que a primeira. Meg Knox é nossa personagem principal num contexto interplanetário. Knox, como todos chamam, é um (ou uma, não sei dizer) dos cinco sobreviventes do planeta Bandeira 1. O lar da personagem foi destruído por uma colonização mal feita. Mas, graças a essa condição, Meg ganha habilidades e se vê como um transmorfo (pode tomar forma de qualquer coisa ou pessoa).
Assim é convidado(a) a participar de uma organização que visa e trabalha em prol da paz entre os planetas. Por sua condição é recrutado(a) para ir ao planeta Zara e garantir a instauração da paz.
Nessa história, apesar de o autor não ter nenhum tipo de descrição diferente, eu mergulhei com mais voracidade. O transmorfo é um personagem mais divertido, tem tiradas debochadas que me fizeram sentir mais apegada a ele. Os fatos correm da mesma forma, apressadamente. Mas ainda assim eu a achei mais saborosa que O Monge Rei.
Como todo leitor, eu imaginei um fim para a história. Aquele final típico de histórias futuristas. Porém o caminho que Christian tomou foi bem diferente, o que acrescenta pontos no conceito desse livro.
Se tiver a oportunidade, leia. Distraia sua mente com um livro pequeno porém saboroso. (:



2 comentários:

Aline M disse...

Hey meninas, aqui é a Aline do blog Blizz, ficou linda a personalização do blog, obrigada por manter os créditos!!!

Rachel Lima disse...

Eu quero muito ler, cara. Eu vejo ele por todo lugar e cada hora eu morro mais[?] de vontade de ler.
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